Medo

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É engraçado como só temos medo do desconhecido.
Eu tenho medo de Aranhas.
Só de escrever esse nome, já fico arrepiada e varias delas começam a aparecer em minha imaginação.


Não tenho medo da morte e também não compreendo como as pessoas têm.
A morte é algo natural, misterioso e instigante.

Não sabemos o que pode acontecer depois, assim como não sei qual será o próximo passo da aranha.


São varias espécies diferentes, diferentes formas de atacar. Assim como a morte.
Mas temos uma coisa em comum com aranhas, nós morremos.

De certa forma estamos ligados por uma teia.

Uma teia entre o medo e a morte.                     
   Kary Alves

Poema: Cabeleira

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Cabeleira

E a constante lembrança de Carlos Augusto.


Mais que um estilo negado,
Ele é cotidianamente desfigurado
Por um padrão que não o encaixa.

Às vezes o patrão faz-se de rogado
E inventa não estar alinhado
A sua cabeleira e ele não cortava.

O chamado cabelo a dar com pau
E por causa do tal quererão dar-lhe porrada,
Pois o misto: pele preta, cabelo crespo, é fatal
E de maneira imoral, reduz-se o ser a nada.

Mais que a representação da cor e poder,
Na verdade está posto o próprio ser
Que se encontra naquele emaranhado.

É o conceito antecipado que busca ofender,
Degradar, que intenta fazer florescer
Erva daninha e eternizar o Cristo discriminado.

Não há de ser ou ele, ou seu cabelo.
Eles são um, únicos, único, perfeito
E resistir é evitar o absurdo.
Tantos bilhões de pessoas no planeta inteiro,
Tantos milhões de quilômetros no mesmo
E o seu cabelo não cabe no mundo.

Zéu Pereira- Cabeleira

Resenha: Travessia de Abismos

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 Livro: Travessia de Abismmos. 
 Autor: Cleberton Santos. 
 Editora: Via Litterarum.
 Ano: 2015.
 Total de Páginas: 94 Páginas.
 ISBN: 978-85-61878-08-5
 Resenha: O livro "Travessia do Abismo" é um livro carregado de palavras chaves que remetem ao sentimentos que são destrinchados nos versos contidos em cada página.Trata-se de um eu-lirico "poesia",que vaga pelo mundo trazendo a nostalgia para quem a ouve as suas palavras . A melancolia usada pelo autor Cleberton Santos presente em grande parte dos seus versos faz com que o leitor sinta o peso das palavras .Dessa forma o autor consegue passar para nós ,talvez a dor e agonia que o poeta sentia no momento da sua inspiração.


Escrito por: João Moreira
Data de Publicação: 17/11/2015

Entrevista Zéu Pereira

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Moisés Pereira de Jesus, também conhecido como Zéu Pereira, nasceu em Santo Amaro da Purificação – BA. Durante o percurso do ensino fundamental ele começa a escrever seus primeiros versos, desde então em maior ou menor periodicidade faz do papel e da caneta sua terapia. Sempre próximo das vertentes artísticas, participou do Grupo Faces de Teatro, no qual escreveu e dirigiu as peças “Eu amo Eu” e “Todo Mundo Mente”. Há dois anos idealizou e faz parte da organização do Recital de Poesia em Santo Amaro, espaço aberto para poesia e música, tendo sido realizadas mais de doze edições. É idealizador e apresentador do Programa Alternativo, na Regional FM, aos sábados à tarde, atração que intenta apresentar aos ouvintes músicas do cenário independente brasileiro.
Zéu Pereira está em fase de produção do seu primeiro livro de poesia, “Partículas”, em sua estreia o autor intenta demostrar sua versatilidade no que tange as temáticas que aborda: o amor, a transcendência, a crítica social; bem como a maneira que dispõe suas abordagens, com versos livres ou metrificados, versos brancos ou rimados, além de alguns poemas de forma fixa. Por conta do projeto de seu livro, Zéu Pereira aos poucos vem apresentando seu trabalho em algumas revistas como a digital Revista Arte Brasileira e em edições da Revista Entreverbo (Canoas-RS), desta pode-se observar a poesia “Cabeleira”, na qual o autor apresenta uma crítica ao padrão de beleza e de comportamento imposto pela sociedade, que dirige preconceito e racismo ao povo negro, já tão subjugado por nossa história.



Entrevista : Val Caetano

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Val Caetano
Cantor, compositor e poeta, Jorgenval M. de Jesus Caetano, conhecido artisticamente como Val Caetano, nasceu no dia 22 de março, em encarnação, no município de Salinas da Margarina - Ba. O poeta, nesta segunda-feira (17/11), falou em entrevista um pouco sobre uma de suas composições preferidas, chamada "Viaduto", canção tema do seu mais novo CD.

Ele conta: " É uma música que gerou uma grande repercussão. Justamente por retratar a situação das pessoas que vivem em baixo de viadutos, especialmente à noite, onde fazem de papelões seus colchões, disputando espaço para dormir, e nessa canção, acho que pude fazer as pessoas pensarem em tudo o que têm e não valorizam.".

Fala sobre o que a música causa nas pessoas: "Pensarem que aquelas pessoas estão ali, sem trabalho, moradia..."

 Sua composição, "Viaduto", traz uma letra forte e bem elaborada. Fala sobre a pobreza e miséria em que muitas pessoas vivem em nosso país. Devemos nos sentir honrados em saber que ainda há pessoas que conseguem enxergar a realidade em que vivemos e que fazem o possível para divulgar isso. Fazer as pessoas se mobilizarem e se conscientizarem.

 Diz mais: " Não possuem nada na vida! É uma música triste, mas ao mesmo tempo real, uma música que chama a atenção da população para o que realmente acontece na nossa sociedade, e para o descaso do poder pública à essa situação.


VAMOS ZERAR, COMEÇAR DE NOVO
E APAGAR O MAL QUE AQUI SE FEZ PRA ESSE POVO
VAMOS ZERAR, COMEÇAR DE NOVO
E CORRIGIR O MAL QUE AQUI SE FEZ PRA ESSE POVO
NÃO É SONHO, DEIXE EU LUTAR
BASTA QUERER QUE TUDO VAI MUDAR

(Trecho da Música: Viaduto, Composição: Val Caetano.)

Fontes(1, 2)

Biografia: Jorge Amado

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Nome: Jorge Leal Amado de Faria.
Data de Nascimento: 10/08/1912.
Local de Nascimento: Itabuna - BA.
Data de Morte: 06/08/2001.
Local da Morte: Salvador - BA.
Ocupação: Escritor, jornalista e político.
Biografia: Jorge Amado nasceu na fazenda Auricídia, em Ferradas, município de Itabuna. Filho do "coronel" João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado, foi com apenas um ano para Ilhéus, onde passou a infância. Mudou-se para Salvador, onde passou a adolescência e entrou em contato com muitos dos tipos populares que marcaria sua obra.
Aos 14 anos, começou a participar da vida literária de Salvador, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes, grupo de jovens que (juntamente com os do Arco & Flecha e do Samba) desempenhou importante papel na renovação das letras baianas. Entre 1927 e 1929, foi repórter no "Diário da Bahia", época em que também escreveu na revista literária "A Luva".
Estreou na literatura em 1930, com a publicação (por uma editora carioca) da novela "Lenita", escrita em colaboração com Dias da Costa e Édison Carneiro. Seus primeiros romances foram "O País do Carnaval" (1931), "Cacau" (1933) e "Suor" (1934).

Jorge Amado bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais na Faculdade de Direito no Rio de Janeiro (1935), mas nunca exerceu a profissão de advogado. Em 1939, foi redator-chefe da revista "Dom Casmurro". De 1935 a 1944, escreveu os romances "Jubiabá", "Mar Morto", "Capitães de Areia", "Terras do Sem-Fim" e "São Jorge dos Ilhéus".

Em parte devido ao exílio no regime getulista, Jorge Amado viajou pelo mundo e viveu na Argentina e no Uruguai (1941-2) e, depois, em Paris (1948-50) e em Praga (1951-2).
Voltando para o Brasil durante o Segunda Guerra Mundial, redigiu a seção "Hora da Guerra", no jornal "O Imparcial" (1943-4). Mudando-se para São Paulo, dirigiu o diário "Hoje" (1945). Anos depois, no Rio, participou da direção do semanário "Para Todos" (1956-8).
Em 1945, foi eleito deputado federal pelo Partido Comunista Brasileiro, por São Paulo, tendo participado da Assembleia Constituinte de 1946 e da primeira Câmara Federal posterior ao Estado Novo. Nessa condição, foi responsável por várias leis que beneficiaram a cultura. De 1946 a 1958, escreveu "Seara Vermelha", "Os Subterrâneos da Liberdade" e "Gabriela, Cravo e Canela".

Em abril de 1961, foi eleito para a cadeira número 23 da Academia Brasileira de Letras (sucedendo Otávio Mangabeira). Na década de 1960, lançou as obras "Os Velhos Marinheiros" (que compreende duas novelas, das quais a mais famosa é "A morte e a morte de Quincas Berro d'Água"), "Os Pastores da Noite", "Dona Flor e Seus Dois Maridos" e "Tenda dos milagres". Nos anos 1970, vieram "Teresa Batista Cansada de Guerra", "Tieta do Agreste" e "Farda, Fardão, Camisola de Dormir".
Suas obras foram traduzidas para 48 idiomas. Muitas se viram adaptados para o cinema, o teatro, o rádio, a televisão e até as histórias em quadrinhos, não só no Brasil, mas também em Portugal, França, Argentina, Suécia, Alemanha, Polônia, Tchecoslováquia (atual República Tcheca), Itália e EUA.

Seus últimos livros foram "Tocaia Grande" (1984), "O Sumiço da Santa" (1988) e "A Descoberta da América pelos Turcos" (1994).
Além de romances, escreveu contos, poesias, biografias, peças de teatro, histórias infantis e até um guia de viagem. Sua esposa, Zélia Gattai, é autora de "Anarquistas, Graças a Deus" (1979), "Um Chapéu Para Viagem" (1982), "Senhora Dona do Baile" (1984), "Jardim de Inverno" (1988), "Pipistrelo das Mil Cores" (1989) e "O Segredo da Rua 18" (1991). O casal teve dois filhos: João Jorge, sociólogo e autor de peças infantis; e Paloma, psicóloga.
Jorge Amado morreu perto de completar 89 anos, em Salvador. A seu pedido, foi cremado, e as cinzas, colocadas ao pé de uma mangueira em sua casa.

Biografia: Dorival Caymmi

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Nome: Dorival Caymmi 
Data de Nascimento: 30/04/ 1914 
Local de Nascimento: Salvador BA
Data de Morte: 16/08/2008
Local da Morte: Rio de Janeiro
Ocupação: Cantor,compositor,ator,violonista e pintor.
Biografia: Dorival Caymmi interrompeu os estudos no primeiro ano do ginásio, para trabalhar como auxiliar de escritório e, depois, caixeiro-viajante. Aprendeu a tocar violão sozinho, desenvolvendo um estilo pessoal, e compondo sua primeira canções, "No Sertão" (1930). Em 1935 Começa a cantar no rádio , estreando o programa "Caymmi e Suas Canções Praieiras" na Rádio Clube da Bahia.
Em 1938 vai para o Rio de Janeiro,onde consegue apresentar-se na Rádio Transmissora cantando o samba "O Que É Que a Baiana Tem?", mais tarde incluído no filme Banana da Terra, com Carmen Miranda, alcançando sucesso nacional. Um ano depois passa a atuar na prestigiosa Rádio Nacional no Rio de Janeiro, onde conhece a Stella Maris, com quem se casa mais tarde. Nos anos 70, foi condecorado pelo governo baiano. Apresenta as músicas "Oração para Mãe Menininha e "Modinha para Gabriela", da trilha sonora da novela Gabriela.

"O Dorival é um gênio. Se eu pensar em música brasileira, eu vou sempre pensar em Dorival Caymmi. Ele é uma pessoa incrivelmente sensível, uma criação incrível. Isso sem falar no pintor, porque o Dorival também é um grande pintor." Tom Jobim.

Algumas obras:

Samba da Minha Terra, 1940
Rosa Morena,1942
Marina,1947
Não Tem Solução, 1952
João Valentão, 1953
Maracangalha,1956